19.4.09

Ao acaso

Não trabalhamos com o acaso.

Não trabalhamos com a possibilidade de não acertar, de não ver, não ouvir, não sentir.

Não trabalhamos com a probabilidade de não existirmos; de inutilidade, de desimportância

Não trabalhamos com a necessidade de rejeição, de destruição, com a necessidade de errar.

Não trabalhamos com a necessidade de morte.

Não precisamos do acaso.

KADICHARI M.

criado por kadichari    19:35 — Arquivado em: Poemas

9.10.08

Existence

Is there an eye that can’t be tricked?

Is there a soul that can’t be tripped?

Is there a love that can’t be slipped?

Is there someone that can’t be fooled?

Is there any harm in the afternoon?

Is there a person with no left side?

Is there the person to blow my mind?

KADICHARI M.

criado por kadichari    14:57 — Arquivado em: Poemas

3.9.08

What If Together

Maybe when we die
we just dive
And if together
we’d be able to watch
each other falling

Maybe if we fell
we’d just feel
like pushed a little bit
We’d laugh a lot
if together

Maybe if you felt
like I do
you’d fall to death
And if together
we’d cringe

KADICHARI M.

criado por kadichari    19:28 — Arquivado em: Poemas

26.7.08

imbecis

Opa, olha ele lá.

Chegou fingindo ser outra pessoa.

Chegou sorrindo pra tudo e pra todos.

Chegou tentando conquistar espaço.

Mas que imbecil!

Quando ele pára sabe sua mediocridade.

Quando ele fala fica clara a ingenuidade.

A gente sabe que ele não consegue dormir.

Mas que imbecil!

Maquia os defeitos e sorri.

Inventa histórias e se cobre nelas.

E chora quando percebe que o cobertor está furado.

Mas que imbecil!

Esse traidor não merece nem atenção.

Desperta pena e a gente finge que se deixa enganar.

A gente sabe que ele não consegue dormir.

Mas que imbecil!

Opa, olha ele lá.

Melhor parar de comentar.

KADICHARI M.

criado por kadichari    10:32 — Arquivado em: Poemas

7.6.08

Prefixos

PREFIXOS

Reestruturar

Reestruturar

E estruturar

Desestruturar

Desestimular

Desestimular

Desestruturar

E estruturar

Reestruturar

Reestruturar…

KADICHARI M.

pu-uta dor de cabeça, me-erda de prova de literatura, para mencionar os superficiais e toleráveis ¬¬

criado por kadichari    17:45 — Arquivado em: Poemas

3.6.08

Pra Quando (Eu) For Mais Feliz

PRA QUANDO (EU) FOR MAIS FELIZ

Ela tinha opinião pra tudo…
E ela tinha resposta pra tudo!
Ela tinha resposta para toda opinião…
E ela tinha opinião pra toda resposta!

Ela chorava, ah, ela chorava…
E ela gritava, e ela tremia e… passava!
Ela brincava, ah, ela brincava…
E ela pulava e ela ria e… ficava!

E a sua opinião era tudo…
E a sua resposta era tudo…
E o seu sorriso era tudo…
E o seu choro era tudo…

E o seu mundo girava…
E o seu mundo mudava…
E a sua face amarrava…
E a expressão se entalhava…

Ela não tem opinião pra nada…
Resposta, só a que não é dela…
A opinião ela deixa guardada…
E a vida ela guarda pra ela…

KADICHARI M.

 

E se você não mais se sente bem junto aos seus amigos… Querida, não mais são eles seus amigos!

criado por kadichari    20:22 — Arquivado em: Poemas

27.5.08

Esses sentimentos

Entalados, engasgados

Mortos, enterrados

Revolvendo, revirando

Escavando, escalando

Encontrando

O caminho de volta

KADICHARI M.

criado por kadichari    13:58 — Arquivado em: Poemas

25.5.08

espadas

Sai pra lá com suas ideologias furadas

Vá embora e leve as espadas

Lave as espadas

E leve-as daqui

Saia e deixa minhas ideologias intactas

Fixa minhas palavras exatas:

SAI DAQUI!

Não quero, não posso ficar parada

Não tenho sangue de barata

Tudo não vai ficar assim

Não pode ficar assim

Então eu digo:

Lave e leve as espadas

Ideológicas ou não, suas furadas

Não pertencem a mim.

 

criado por kadichari    22:58 — Arquivado em: Poemas

8.5.08

Tédio…

Tanto, que o próprio tédio se entediou e nem me faz mais companhia.

Fazem falta, fazem falta. Todos eles, cada um. Porque fazer nada em casa é tão diferente…

Brigadeiro, filme, computador em tempo integral. Dormir, dormir, dormir.

Tédio…

Tanto, que o próprio tédio se entediou e foi embora.

Vegetando, já sem muitos sentimentos. Tv, pc, siglas, bah!

Tanto tédio que o próprio tédio se entediou e já não me faz mais companhia.

Bah! Pfff…

Tédio…

E ó… nem vontade de escrever tenho agora… escrevo por puro: tédio!

__________________________________

 

ALIENS

Respiro, penso, existo
Acordo, levanto, saio
Trabalho, ganho, gasto
Alegremente falso
Filosoficamente alienado
Abaixo do céu, acima do chão
Páro pra pensar
Penso em parar
Não dá
Ô, vício desgraçado
Sou culturalmente arruinado
Por eles
Quem são eles?
Não sei
Sou culturalmente arruinado
Minha vida passa em círculos
Tentando imitá-los
Tentando vivê-los
Bato a cara no muro
E dói
Não sou rico, não sou bem vestido
Não moro no Leblon
Mas estou bem
Estou vivo
E ainda posso ligar a TV
Alegremente falso
Filosoficamente alienado
Culturalmente arruinado

__________________________________

KADICHARI M.

criado por kadichari    22:08 — Arquivado em: Poemas, Reflexões

31.3.08

angústia… feliz

Angústia. E a "pequena", no canto dela. E eu aqui. Ui. Sono, frustração, confusão. Coisas que passaram e vão passar. Coisas que ficaram ou vão embora. Pessoas. Qual a importância? Putz, eu quero viver! Viver sem laços, sem abraços. Viver feliz, completamente. Livre do corpo, livre da mente. Livre do coração! Aliás, é nele que se formam todos os problemas, não é? Seja quando você sente, ou quando você não sente. Aaai, me livra disso! Me faz desabafar… eu bem tô precisando!

_________________________________________________________

 

COVARDIA

O relógio parece ter parado
Os segundos nunca passaram tão lentamente
E agora, só porque tenho ânsias de te falar…
A hora de você chegar nunca chega
Bato impacientemente com o lápis na mesa
Não quero, não posso, não devo esperar mais
Ou vou me acovardar
E eu tenho plena consciência de que se isso acontecer
Será culpa minha
E se isso acontecer, nunca mais te verei
Porque você anseia ouvir tanto quanto eu anseio falar
E o que me impede de te contar?
O medo de me acovardar
Isso me faz tão covarde…
Mas não posso evitar
Só espero agora a hora de você chegar
Pra pedir seu perdão e dizer
Mais uma vez
Que você vai ter que esperar
Enquanto eu covardemente espero
Esse medo de ser covarde se dissipar

 

_________________________________________________________

Entretanto, espero que as coisas melhorem. Estão melhorando, devagar. As pessoas são difíceis, bah. Quero conversar! Quem me entende? Pff… Já entendi tanta coisa. Mas ouvir por um segundo sem duvidar de mim, dá? É bom que dê… mas pra mim, tanto faz.

KADICHARI M.

criado por kadichari    16:00 — Arquivado em: Poemas, Reflexões

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