26.7.08

=X

Robert pousou as sacolas no chão ao lado do carro e começou a tatear os bolsos pelas chaves. Praguejou ao não encontrá-las, e curvou-se por sobre as sacolas, esperando que não as tivesse deixado com Rachel. Estava verificando já a terceira quando viu botas pretas pararem à sua frente.

- Muito bem, coroa, o que está fazendo? _ ele ergueu a cabeça. Era o segurança do estacionamento.

- Eu estou procurando minhas chaves _ respondeu, sem prestar-lhe muita atenção.

- Nas sacolas de alguém? _ percebeu o Tom hostil do outro e se levantou.

- São da minha mulher, cara. Relaxa. Só quero colocá-las no carro, mas não encontro as chaves.

- E eu devo acreditar nisso porque…? _ Robert girou os olhos.

- O quê, você quer identificação? Ok _ ele puxou a carteira do bolso traseiro e entregou ao homem suas carteiras de identidade e motorista _ Quer checar os dados no seu computador? Quer verificar minha ficha policial, saber em que hotel eu estou hospedado, o nome da minha esposa? À vontade. Pode ir. Eu vou continuar procurando minhas chaves aqui _ o segurança verificou as fotos nos documentos e olhou para ele.

- Vou verificar mesmo.

- Ótimo! _ Robert exclamou quando ele já estava saindo _ Como se eu não tivesse nada mais para fazer…

- Essas chaves que vocês ‘tá procurando? _ um homem vestido em um terno puído e com a barba por fazer perguntou. Ele ergueu-se e estendeu a mão para o chaveiro.

- Sim, obrigado _ o homem tirou o chaveiro do alcance dele.

- Posso dar uma volta no carro?

- O quê?

- Vamos lá, cara, só uma volta! _ ele ria. Robert irritou-se.

- Me dá as chaves, figura _ disse, sério, ainda com a mão estendida. O homem ficou sério.

- Figura? _ ele olhou para um lado e para o outro _ Então vamos fazer assim, figura. Eu vou abrir o porta mala, você vai colocar as compras lá, e nós vamos dar uma volta até o banco mais próximo _ ele ergueu um lado da camisa para mostrar uma arma encaixada em sua cintura _ E então?

- Tudo bem _ Robert sussurrou, e o homem encaminhou-se à traseira do carro. Quando ambos já estavam sentados dentro do veículo, ele tirou a arma e apontou-a para Robert com uma mão, fazendo o carro deslizar suavemente pelo asfalto.

- Direção hidráulica é o que há, você não acha? _ ele zombou, e Robert não disse nada _ Você é bonzinho mesmo, não? _ ele tornou a provocar, coçando a cabeça com o cano da arma. Robert aproveitou para pular em sua mão.

O carro vacilou para um lado e outro na pista, cantando pneus, por alguns minutos, até o tiro ser ouvido e ele parar; para logo em seguida disparar para a saída, quebrando a estrutura da guarita.

KADICHARI M.

criado por kadichari    14:31 — Arquivado em: Excertos

30.5.08

she’s leaving home

She (We gave her most of our lives)
is leaving (Sacrificed most of our lives)
home (We gave her everything money could buy)
She’s leaving home after living alone for so many years.
Bye, bye

She (We never though of ourselves)
Is leaving (Never a thought for ourselves)
home (We struggled hard all our lives to get by)
She’s leaving home after living alone for so many years.
Bye, bye

She (What did we do that was wrong)
Is having (We didn’t know it was wrong)
Fun (Fun is the one thing that money can’t buy)
Something inside that was always denied for so many years.
Bye, Bye

KADICHARI M. (Lennon)

criado por kadichari    23:02 — Arquivado em: Excertos

21.5.08

Passado…

Ele tocou a campainha por alguns minutos antes que alguém atendesse. Temia que ela tivesse saído, mas não, estava lá. Abriu a porta, e parecia no mínimo depressiva.

Usava óculos escuros enormes, mas ele sabia que havia olheiras por trás deles. Ele a conhecia bem demais.

Ela olhou para ele por alguns segundos antes de tentar fechar a porta, mas ele segurou-a.

- Me escuta _ murmurou. Ela suspirou e parou, olhando para ele _ Eu não esqueci, Amy. E nem você esqueceu, eu tenho certeza. Três anos, não é?

- Essa é uma data meramente simbólica _ murmurou Amy, e Rupert sorriu.

- E você não esqueceu mesmo! _ ele ergueu a mão esquerda para ela, mostrando um anel prateado _ Nunca tive coragem de tirá-lo.

Amy sorriu, e mexeu na própria mão esquerda. Também não tinha tirado. 

Tudo bem _ sussurrou, e desbloqueou a porta, deixando-o entrar.

- Amy… eu não vim aqui só por causa disso. Eu vim aqui pra te pedir desculpas. Eu sei o quanto eu te machuquei, e você não sabe o quanto eu estou me odiando por só ter percebido isso agora. Eu– Eu não queria ter batido no Josh.

Ela olhou diretamente nos olhos dele, séria.

- Dá pra ver nos seus olhos que você não se arrependeu de ter batido nele _ disse Amy. Rupert abriu a boca para falar, mas ela não deixou _ Mas pra você ter vindo aqui pra me dizer que se arrependeu… Acho que você percebeu que estava errado, não é?

Rupert olhou para ela, incapaz de falar nada.

- Eu não estou te condenando por bater no Josh, ele realmente merecia. Mas você sabe que não era isso o que eu queria que você aprendesse, não é?

Rupert olhou rapidamente para baixo, depois olhou para ela novamente. 

- Eu fui um egoísta. Eu fui um idiota, um cavalo, eu não estava vendo as coisas. Eu estava cego, Amy, eu não sei se por amor ou por… sei lá, ciúmes. Não, não eram ciúmes, era uma espécie de vaidade. Eu não sei até que ponto eu ficava com você porque eu gostava de você e desde que ponto eu passava a ter você como um objeto de coleção. Raríssimo _ ele sorriu ao acrescentar o adjetivo. Amy pegou suas mãos e ficou nas pontas dos pés para beijá-lo.

- Tudo bem, Rupert _ ela murmurou, sem afastar o rosto do rosto dele, tirando os óculos _ Você não precisa falar. Eu não estou exigindo nada de você.

Ele pegou no queixo dela, suavemente.

- Eu preciso falar. Eu preciso tentar amenizar todas as dores que eu te fiz sentir. Eu preciso disso _ Amy olhou para ele, um brilho quase eufórico invadindo seus olhos e seu sorriso.

- Bom que você esteja voltando pra mim… _ ela sussurrou, abraçando-o forte.

- Eu sempre estive com você, Amy… Mesmo de longe, mesmo morrendo de ciúmes, mesmo zangado com você, eu nunca deixei de ser seu. Só seu.

- Como é bom ouvir isso _ Amy sussurrou, apertando mais o abraço, quase se pendurando no pescoço dele _ Depois de tudo que aconteceu hoje, eu só… eu só conseguia pensar em quando eu ia voltar a ouvir algo assim de você.

Rupert separou um pouco o abraço, olhando nos olhos dela.
- Nós estamos sozinhos aqui? _ perguntou, a expressão estranha.
Amy suspirou.

- Completamente sozinhos _ respondeu.

criado por kadichari    18:40 — Arquivado em: Excertos

10.5.08

Muscle Museum

Can you see that I am needing?

I’m begging for so much more than you could ever give…

I don’t want you to adore me, don’t want you to ignore me when it pleases you…

I’ll do it on my own…

________________________________

Você pode ver que eu estou precisando?

Implorando por muito mais do que você pode dar…

Não quero que você me adore, não quero que você me ignore quando for bom pra você…

Eu vou fazer sozinha…

KADICHARI M. (Muse)

criado por kadichari    19:55 — Arquivado em: Excertos

13.4.08

Underneath It All…

É, ensinar é osso. Já estou toda preocupada, e isso porque só tenho um aluno, viu? Eu, hein… E sabe o que é pior? Eu gosto! Eu gosto mesmo! Não pretendo seguir carreira, mas, enquanto não sai essa faculdade de direito… com certeza já tenho certeza do que quero fazer. E o que mais me motiva é que eu vejo meus super-professores e o quanto eles me influenciam, me marcam, me ensinam. Putz, eu quero ter essa importância! Pena mesmo que meu lado capitalista sempre me empurre pra longe da profissão. Pena mesmo que eu seja apaixonada por tantas outras coisas além do inglês. Pena mesmo que minhas ambições sejam tão variadas que eu nem sei. Quem sabe, né. Se eu não vou trancar direito pra fazer letras. Quem sabe…

 

________________________________________

 

There’s times when I want something more…

Someone more like me…

There’s times when this dress rehearsal seems incomplete…

But you see the colours in me like no one else!

And behind your dark glasses you’re… you’re something else!

You know some real bad tricks

And you need some discipline…

But lately you’ve been trying real hard

And giving me your best…

And you give me the most gorgeous sleep

That I ever had!

And when it’s really bad

I guess it’s not that bad!

So many moons that we have seen

Stumbling back next to me

I’ve seen right through and underneath

And you make me better

Better… better…

_______________________________________

 

KADICHARI M.

criado por kadichari    17:49 — Arquivado em: Excertos, Reflexões

5.4.08

Jibóias e elefantes

Estranho como a inspiração pode vir dos lugares mais estranhos. Obviamente, me refiro ao orkut, que me faz vir aqui e digitar mesmo com o dedo roxo com o tamanho dobrado (ser goleira é osso, viu?). Estava lá, olhando um orkut qualquer (nem tão qualquer, mas não importa) e entre as comunidades de rosto da pessoa, encontrei a comunidade da qual também faço parte, a do Pequeno Príncipe. Resolvi dar uma visitada, e encontrei a seguinte questão:

"Tenho um amigo que disse "não gostei do final, porque ele morre". Eu expliquei que um dia ele vai deixar de ver chapéus e vai saber que o Petit num morreu e sim, voltou pra sua rosa. Mas hoje… Eu estava lembrando da pessoa que me deu o livro… Uma amiga que voltou pro planetinha dela.. Fico pensando se essa minha mania de ver jibóias não é só uma fase. Tenho que crescer um dia, seja lá quando for. E hoje.. Agora há uns minutinhos.. Percebi que o pra sempre sempre acaba. E que um dia o Principezinho tem que morrer. Você já se sentiu triste a ponto de pensar que o pequenino estava realmente morto?"

Nunca parei pra pensar se vejo chapéus ou cobras. Na verdade, sempre me preocupei muito mais com o elefante. Por que devemos considerar otimista a visão de quem não vê só o chapéu, se isso significa ver um elefante sendo morto? Cobras abertas e fechadas continuam a ser cobras. E se parecem um chapéu, o pobre elefante ainda está lá dentro.

Deve haver toda uma simbologia nisso, é claro. Mas eu não quero pensar que todo o esforço do petit foi em vão! Ele trouxe luz ao mundo, ele conseguiu arrancar inocência de um coração duro. Ele viu, sim, a cobra e o elefante. E morreu? Pela cobra. Maldita serpente. Pobre petit.

Mas ele virou estrela. Voltou pra sua rosa, sim, voltou. Pra sua terra sem baobás. Eu espero que sim.

Não é otimismo ver a cobra e o elefante, mas é cegueira ver o chapéu. E se você é cego, não vê os baobás. E o petit os via. Os via e os combatia. Sejamos como o petit.

Sem muito nexo, termino aqui. E deixemos petit falar (porque sim, ele voltou pra sua rosa! Mas será que pensar isso não é ver chapéus?).

"- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços…
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo…
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo dourados. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer.

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

Te cativei?

KADICHARI M.

criado por kadichari    12:33 — Arquivado em: Críticas, Excertos, Reflexões

8.3.08

Vincent

Começo citando Tim Burton e seu adorável Vincent Malloy. Já viram? É genial.

"Vincent Malloy is seven years old / He’s always polite and does what he’s told / For a boy at his age, he’s considerate and nice / But he wants to be just like Vincent Price"

Vincent Malloy é o menino mais doce e obediente da região, ele é respeitador, bem-educado, ele é tudo o que pode haver de bom numa criança. Mas o que ele queria ser, o que ele é, em sua cabecinha, é Vincent Price, o menino que joga sua tia em cera quente para seu museu, que faz experiências com seu cachorro e o faz virar um zumbi, que vive com morcegos e aranhas.

É pensando em Vincent Malloy/Price que eu começo a analisar minha própria cabeça. Porque eu sou aquela que viaja na maionese, que fica se imaginando em histórias e situações contínuas, no futuro, no passado, num universo paralelo (claro, nada tão mórbido como a imaginação dele, né? Aliás, tiaaaas, amo vocês!)

Para Vincent, um menino de sete anos de idade, isso pode não ser sauável, mas e pra mim?

Espero que seja… Porque eu sou fã do Vincent, do Tim e do Johnny (e eles fazem parte dos meus devaneios!) e espero que eles me influenciem sempre…

KADICHARI M.

p.s.: link pra quem se interessar >>> http://www.youtube.com/watch?v=Eb8zw63G9KY <<<

criado por kadichari    15:44 — Arquivado em: Críticas, Excertos, Reflexões, miguxos!

6.3.08

guts

http://asetimaetodas.blogspot.com/2007/05/guts-por-chuck-palahniuk.html

Do criador de Tyler Durden (Clube da Luta). Texto que me impressionou muito e que eu tinha que trazer à tona. Porém, muito impressionante para ser postado diretamente aqui. Aviso aos desavisados: se você não tem estômago forte, não leia. De verdade.

criado por kadichari    20:04 — Arquivado em: Críticas, Excertos

1.3.08

Um brinde…

"Será que ela o reconheceria?
Jay só tinha visto Rachel duas vezes em toda sua vida. Oficialmente, aliás, havia sido só uma. Ele sempre se perguntava o que Robert faria se soubesse que ele tinha sido um dos “caras” de Rachel, durante sua adolescência rebelde.
Tinha uma grande admiração por Robert. Tinha sido seu estagiário por algum tempo, até ser indicado por ele para uma missão diplomática em Washington. Por lá ficou, vindo sempre para encontrar seu “padrinho”. Numa dessas vindas, ele se lembrava muito bem, tinha entrado num bar para beber um Martini. Ela já estava lá. Bebia vodca. Não parecia ter vinte e um anos, mas ele conhecia o dono do bar e sabia que ele respeitava as leis. Então se aproximou e elogiou-a.
Ele ainda lembrava de cada traço do rosto dela. E do corpo também. Como Robert reagiria se soubesse que Jay ainda tinha sonhos eróticos sobre sua noiva?
E eles estavam grávidos…
Não fora uma boa surpresa quando descobriu que ela tinha apenas dezessete anos àquela ocasião. Ele tinha cometido um crime! Mas os olhos e as mãos dela diziam que ela também queria aquilo… Ele se sentiu mais jovem durante muito tempo.
Até, claro, ser oficialmente apresentado a ela por Robert, no aniversário de vinte e três anos da garota. O mesmo rosto, o mesmo corpo. Um ar diferente, porém… Parecia mais madura. E, claro, não precisava mais chantagear donos de bar para comprar bebidas alcoólicas.
Ela agiu como se não o reconhecesse. Só veio a falar alguma coisa durante um breve momento em que Robert os deixara sozinhos.
- Então… Como tem andado sua vida? Nunca me ligou _ ela murmurou, com um sorriso travesso nos lábios.
- Não queria problemas. Achei que você tivesse dito que era sem compromissos. Não esperava te magoar, você… parecia um tanto…
- Promíscua? _ ela perguntou, parecendo se divertir mais ainda. Balançou a cabeça e esvaziou sua taça com um gole _ Não me magoou, Jay. Eu não era o tipo de garota que tinha dificuldade em levar rapazes para a cama, e você deve saber que eu o substituí mais que rápido. Na verdade, quando a gente dormiu junto, se não me engano, eu estava namorando dois caras.
Ele engasgou no uísque, e ela riu.
- O filho do jardineiro e, para que meu pai não desconfiasse, um filho de um político aí. Mas, não se preocupe, o último era um namoro bastante inocente _ ele lembrava de ter encarado-a por algum tempo.
- E o Robert é sério? _ perguntou, depois de muito tempo. Ela sorriu, mordendo o canto do lábio inferior. Tão sexy…
- Sim, muito sério. Você também deveria saber que minha fase rebelde só durou até os dezoito anos. Eu achei outras maneiras de canalizar minha energia. Aliás, seria bom se você continuasse não comentando nada sobre nós para o Robert, eu não acho que ele ficaria feliz _ ela disse. Jay encarou-a por algum tempo, e ela sorriu _ O quê?
- Nada. É só que… você continua do mesmo jeito que eu me lembro _ ele disse, com uma expressão sonhadora. Sabia que Robert a estava namorando por algum tempo. Deveria ser sério. Ele mesmo tinha passado por sua fase de peripécias.
E assim se passou. Até aquele dia em que ele teria que voltar a vê-la. A conviver com ela. Aquele pedaço de volúpia andando por aí em calças apertadas. Bem, talvez não fosse mais um pedaço de volúpia, já que estava grávida…
A abrupta abertura da porta desviou o rumo de seus pensamentos.
Volúpia, volúpia, volúpia."

 

A Rachel, Robert e a quase saudosa inspiração.

KADICHARI M.

criado por kadichari    16:24 — Arquivado em: Excertos

16.6.07

Chorando de saudade…

Querendo voltar pr’aquele interior desgraçado… hmmm… saudades…

"O que a nós na paixão foi por nós prometido

Terminada a paixão perde todo o sentido.

O sangue quente da dor e da alegria

Já trazem consigo a própria hemorragia;

Onde a alegria mais canta e a dor mais deplora,

Num instante a dor canta e a alegria chora.

O mundo não é eterno e tudo tem um prazo

Nossas vontades mudam nas viradas do acaso;

Pois esta é uma questão ainda não resolvida:

A vida faz o amor, ou este faz a vida?"

(tirado do orkut de Marina)

*post sem muito propósito

criado por kadichari    21:07 — Arquivado em: Excertos, Poemas, Reflexões

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