21.9.09

#revolta

Fim do mundo é quando eu concordo, em medidas práticas de sim e não, com o que o ser está pregando (aceito a homossexualidade / sou a favor da legalização de aborto / sou a favor de cotas sociais e étnicas* / sou a favor da legalização da maconha*) mas em circunstâncias tenho que levantar a mão e dizer "você está TÃO errado".

Houve um tempo em que eu pensava, sim, que as pessoas que não concordavam com um dos supracitados eram, invariavelmente, desinformadas e sem discernimento do que diziam. E que todas as que concordavam era por motivos "puros", claros, bem estruturados. A coisa é que a maioria das pessoas, realmente, pensa o que é ensinado a pensar, seja isso concordante ou não com a minha opinião, e não há realmente pensamento crítico ali.

E meu, respeito muito mais alguém que diz "Não concordo com a homossexualidade por tal e tal, mas respeito os homossexuais e pans" sem REALMENTE expressar nenhum preconceito para com os homossexuais em si, do que alguém que chega e diz "POR QUE CARGAS D’ÁGUA VOCÊ NÃO ACEITA, SE NÃO ESTÁ FAZENDO MAL A NINGUÉM SEU PRECONCEITUOSO HIPÓCRITA".

E isso não só sobre a homossexualidade.

A sensação de presenciar uma discussão assim e ser obrigada a ir para o lado de quem é contra minha opinião, contra a bruteza dos argumentos de quem supostamente do meu lado, é exasperador, é enojante.

Eu acredito imensamente na educação; e por mais que eu preze ortografia e pontuações corretas em qualquer coisa, nem falo de educação como educação de escola, mesmo. Falo em educação como em respeito e cidadania, por mais clichê que isso pareça, educação como em sua liberdade termina onde começa a do outro, como em a opinião do outro PODE SIM ser diferente da sua e aí em diante.

Pré-conceito é expressar opinião sem conhecimento de causa, não ter uma opinião diferente da sua.

Minha revolta é só que o tanto de gente que age animalescamente por sobre suas próprias crenças é estúpido, e isso não vai mudar, porque não existe nenhum interesse político, econômico ou pessoal para que isso mude.

O governo não quer, as igrejas não querem, as pessoas não querem.

É mais confortável viver nesse país sem educação.

 

KADICHARI M.

 

*claro que com certas outras medidas em conjunto, oi.

criado por kadichari    0:28 — Arquivado em: Críticas

11.7.09

Férias

Parece que só Ananda consegue atualizar blogs atualmente.

Primeira vez desde a criação disso aqui que eu não escrevi sobre meu aniversário e ficar velha e ganhar presente ou qualquer outra coisa parecida.

Eu vim só porque faz falta escrever e eu tenho que fazer nem que seja um bolo de palavras sobre como eu não estou conseguindo escrever. Falta tempo, falta tema, falta vontade…

O povo desistiu do 100themes, aquilo me obrigava a escrever sempre…

Então, http://cantwesleep.wordpress.com/ , projeto estacionado também.

E só falta uma semana pras férias acabarem e pra mim elas nem começaram.

Quero açaí.

KADICHARI M.

 

criado por kadichari    15:00 — Arquivado em: Críticas, Reflexões

24.4.09

Escravos e Escravos

Se em épocas passadas, o negro era o explorado da vez em terras tupiniquins, o germe do capitalismo já derrubou qualquer limitação étnica ou etária que a escravidão pudesse apresentar - seja a escravidão de idéias, de tempo, ou de trabalho.

Classificamo-nos todos, antes de tudo, como escravos do capitalismo - nossa sobrevivência é condicionada a quanto podemos pagar por ela. A quem não pode pagar por sua carta de alforria, resta o trabalho contínuo, por vezes vitalício, que exige a dedicação de todo o seu tempo livre. E na época em que a máquina trabalhista se reduz ao direito de ignorar direitos e ao dever de exigir deveres…

A mágica irônica do capitalismo é que, por mais humilhante que seja, um emprego é uma fonte de estabilidade mínima, e sempre haverá alguém disposto a se arriscar. Cortador de cana, catorze horas sob o sol sem proteção o assistência fazendo trabalho braçal? Menino de onze anos para pôr madeira em um forno de barro fechado sob risco de intoxicação?

E por que não?

O trabalho é super exigido e subvalorizado. É preciso cumprir prazos, fazer horas-extras, ter boas informações, só para depois ter de clamar, protestar, processar para ter seus direitos atendidos - ou nem isso: na massificação global em que nos encontramos, poucos o fazem, poucos se diferenciam. Os presos pelas idéias são piores que os amarrados por condições brutas.

Findamos encalacrados no poço da acultura assalariada; no lugar em que quem tem poder humilha e quem não tem acata; no tempo em que escravidão é coisa boba.

KADICHARI M.

criado por kadichari    21:27 — Arquivado em: Críticas, Reflexões

24.2.09

Um Copo de Cólera

Um homem e uma mulher.

Homem bruto, rural, tosco. Mulher inteligente, independente, amante.

A primeira parte do livro, em seus dois capítulos, mostra o lado "macho-fêmea" da relação do casal. O lado em que ela é dominada, e ele domina, e estão ambos felizes em seus fetiches satisfeitos. Ambos estão profundamente conectados, em gestos, em imagens, am atos.

Logo a situação muda. Ao passo que eles se levantam para tomar banho, percebemos que é ela quem cuida dele. Há uma conexão quase maternal no modo como eles se comportam, ela lavando seu cabelo, passando-lhe sabonete, secando-o, vestindoo, penteando-o; ele aceitando do bom grado todos os tratos, como um menino que não tem jeito para se arrumar, que precisa de ajuda e aceita a ajuda daquela em que confia.

É muito importante ressaltar, antes de passar para a parte mais importante do romance/conto, que a história é quase em absoluto narrada por ele, a não ser pelo capítulo final. É importante porque ao observar o livro, sem mergulhar nele, ele pode parecer cansativo (UOU, cinqüenta e duas páginas num só parágrafo!), quando não é de forma alguma.

Ele é empolgante justamente por se tratar de um fluxo de pensamentos momentânios, iniciados no café-da-manhã, quando ele percebe a dondoca que está à sua frente. Já desgostoso, percebe as saúvas: formigas danadas que lhe fizeram um buraco na cerca viva!

Rompante! Como se visse alguém sendo assassinado, ele se levanta estrondosamente, corre à dispensa e apanha veneno para as formigas, sempre pensando que aquilo não pode acontecer com ele, mais exaltado do que deveria estar, irritado, machucado, como se corroído por dentro. Formigas mortas, segunda parte da raiva.

Ele se vira, jubilante, para encontrá-la, a sua dondoca, conversando com a empregada! A "gente do povo" que ela tanto exaltava. Idiotice, idiotice. Segundo rompante: ela faz uma piadinha. Um comentário que o diminui, que o transforma num idiota.

Ah, ele não aguenta. Primeiro humilha a empregada, depois se vira para ela, ele tem que acabar com ela. Não consegue. Como, pois, conseguiria um bruto, um homem da fazenda, ganhar nas palavras de uma jornalista? Ela mostra pra ele. Ela só é dominada quando quer. Exercendo o papel de mulher, e não de fêmea, não há a mínima chance de uma vitória dele.

Então ele apela. Apela para os fetiches, para a fêmea que ela guarda. Horrorizada, ela vai embora. E ele chora.

Afinal ele é um menino. Ele precisa dela.

A parte final do livro é narrada por ela. É quando ela volta para ele, quando ela mostra que o perdoa e sempre o perdoará, porque meninos são assim. Eles agem antes de pensar, e se arrependem quando pensam. O arrependimento é suficiente. Ela volta.

p.s.: livro pra se ler de uma vez.

KADICHARI M.

criado por kadichari    12:29 — Arquivado em: Críticas

21.2.09

Socialismo?

A diferença entre o socialismo e o capitalismo não é o dinheiro - existe dinheiro, existe salário (planificado, mas há) no socialismo; não é o comércio - se há salário há comércio, e mesmo que não houvesse, haveriam trocas, haveria a necessidade de se conseguir o que a sua terra não pode produzir.

Qual a diferença?

Desculpem-me os intelectuais que achem enormes furos no que estou prestes a dizer; eu não li o socialismo científico de Marx, só tive aulas de história.

O socialismo é um sistema político e econômico que funciona de modo a dar destaque à indústria da qual o povo mais precisa. É um governo que funciona em função do povo. Primeiro as indústrias de base, depois as indústrias de bens de consumo, depois as indústrias de tecnologia de ponta.

O socialismo funciona quando toda a população do país tem acesso a assistência médica pública de qualidade, ensino público de qualidade, empregos com uma média de renda de acordo com o quanto ele precisará gastar e assistência do governo para tudo e qualquer coisa.

Uma vez instalado o sistema, o Estado pode evoluir para um simples fiscal, e tudo se mantém funcionando com qualidade.

Ei, espera. Não é isso que o nosso governo capitalista devia fazer?

Por favor, corrijam-me. Eu estou confusa. Seria o socialismo um capitalismo menos consumista e que funciona?

KADICHARI M.

criado por kadichari    19:05 — Arquivado em: Críticas, Reflexões

11.1.09

*

Alguém me empresta uma faca que atravesse costelas?

KADICHARI M.

criado por kadichari    22:58 — Arquivado em: Críticas

13.10.08

Engrenagens

Ô, menininha temperamental.

Deixa eu te mostrar como as engrenagens giram.

Deixa eu te provar que elas giram.

Deixa eu te provar…

KADICHARI M.

criado por kadichari    19:02 — Arquivado em: Críticas, Crônicas

14.9.08

Advertisiment

(Seria melhor se fosse "Here’s the BEST of your fur coat")

ESSE É O RESTO DO SEU CASACO DE PELE

(ou, "ESSE É O MELHOR DO SEU CASACO DE PELE")

criado por kadichari    18:24 — Arquivado em: Críticas, Reflexões

Moi / Chrome / Alanis

Há tempos eu não apareço aqui simplesmente pra falar. Sem fantasias, paredes e nuvens ou capas encobrindo palavras, verbinhos enfeitando tudo o que eu quero dizer e engancha na garganta (ou nas mãos).

Há tempos eu não venho simplesmente dizer como eu estou, e por que recentemente meus textos estão tão alheios a mim. Pareço estar voando em outra dimensão.

Pois bem, venho para incutar um novo conceito, digo, novo navegador: o Google Chrome, vindo (obviamente) da Google. Nada muito diferente do FireFox, mesmo que prometa muito para a versão final (ele ainda está na Beta). Ótimo, porém, para quem usa muitos programas pesados, ou freqüenta sites que exigem memória demais; ao contrário do Internet Explorer ou do Mozilla Firefox, quando uma aba/guia trava, somente ela trava: isso quer dizer que cada aba/guia funciona como uma janela independente, que apenas acontece de estar ali junto com as outras.

Isso é o grande "uau" do navegador Google, mas também tem a grande vantagem de carregar o Youtube e o Orkut e qualquer outro domínio da Google algumas vezes mais rápido. Na verdade, inicialmente todos os sites carregam mais rápido (chegaram a dizer 142 vezes mais rápido que o Internet Explorer e 9 vezes mais rápido que o Mozilla Firefox, mas disso não tenho fontes), mas não aconselho usá-lo para todos os sites porque ele ainda tem falhas terríveis na segurança.

Enfim, ele é até legal, apesar da aparência esquisita (ele não tem barras!) que as pessoas denominam "limpa".

E também, deixo aqui um videozinho básico da Alanis, para aquele que a chamou de emo (!!).

http://www.youtube.com/watch?v=prKhoypnLNg

Fikdik.

KADICHARI M.

criado por kadichari    12:40 — Arquivado em: Críticas, Excertos, Reflexões

9.9.08

*

Can I say it?

Can I sincerely say it?

Would you judge me?

KADICHARI M.

criado por kadichari    20:25 — Arquivado em: Críticas, confissões

Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://kadichari.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.