30.8.09
Esqueçamo-nos das Vírgulas
A orquestra tocava enquanto quisessem que ela tocasse, e tocaria adiante pela noite se pedissem uma musica especial que durasse a primavera para os casais apaixonados que precisavam da privacidade que só um baile como aquele, formoso em suas decorações, poderia proporcionar, espalhando semblantes felizes pela relva balançada pelo vento e vultos apenas que corriam de mão dadas para o lugar mais escondido esperando que já não houvesse ninguém ali.
Bum, bam, bum, e o sonho continuava, mas o raio de sol intruso vinha sem dó nos últimos minutos da felicidade, e ai de quem não tivesse aproveitado, porque daí então só no próximo baile, quando a próxima orquestra que aceitasse tocar sozinha em si mesma pudesse atender os pedidos dos que queriam que aquilo se estendesse por toda a noite e mais, que a noite se estendesse por tudo aquilo.
KADICHARI M.
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