18.3.09

Assurance

How do you make sure you’re here? I know, "I think, therefore I am". But how can I make sure that my thinking ain’t just somebody else’s conscience being written; somebody else’s thought; just a character in a book two thousand years from now (that’s my now I’m talking about, my illusion of presence).

People are just so deluded about everything, why not about this?

Why don’t anyone doubt their own existence?

I really wish that I’m somebody else writing a book. At least I’d know something grand will happen till the end.

KADICHARI M.

 

criado por kadichari    0:09 — Arquivado em: Crônicas

11.3.09

Inquietações

Era longa a série de mal-entendidos que nos seguia e unia - isso nem vem ao caso - porque havia uma séria incompreensão nos abrangendo. Ela não podia entender e eu ficava rouca de explicar; acabávamos por aceitar uma a outra como os seres mais ignorantes do mundo e seguíamos em frente.

Houve, então, o mal-entendido que acontecera de verdade.

Primeiro note que ela sempre fora inquieta. Era de sua natureza, de sua pele, de seus olhos, mesmo quando sentada, mexerem-se, erguerem-se, desconcentrarem-se. Havia uma certa agonia no modo como viajava o olhar da boca pra as mãos do interlocutor e então para os seus próprios pés balançantes quando o discurso começava a alongar-se; hiperatividade ou déficit de atenção, não sei. Posto isso, sigamos.

Houve que algo aconteceu. E eu que havia de dizer que não foi nada significante, ou até que não foi, apenas, disse. Grandes estrondos e escândalos não são mais ridículos que a não-justificativa de quem diz que não fez o que fez. Nem são tão inesperadas as conseqüências.

O que ela viu ou ouviu, exatamente, eu não sei dizer, já que o que ela falou após foram poucas palavras - desanimadas até. A grande impaciência dela me impediu de explicar - até mesmo se ela tivesse uma grande paciência me seria difícil.

Creio que houve um entrechoque de idéias tão grande naquele cérebro de menina que a inquietação imperativa dela se tornou introspectiva, e até sua voz parecia ser engolida e não proferida - ainda que não tenha me esforçado um mínimo pra ouvir todas as palavras bem diccionadas: "você e eu somos uma piada. Nós somos uma piada". Só não tenho certeza se o "haha" que se seguiu foi dela ou da minha imaginação.

Não importa. Foi o que bastou pra nos provar o quão ridículas éramos. Não havia, nem haveria, chance para toda a nossa falta de comunicação numa relação adulta; e já deixáramos de ser crianças.

Fomos em caminhos separados, mas de perto. Eu podia vê-la e ela a mim, ambas as duas ansiando por um novo cruzamento.

Quando lá chegamos e sentamo-nos juntas outra vez, pude perceber a calma que ela apresentava. A eloqüência, a coerência, a atenção expressiva nos olhos castanhos meio puxados. E, num momento de silêncio, tive o prazer esquisito de ouvi-la comentar sobre a minha inquietação aparente.

Eu ri um tanto, e ela apenas me observou com olhos sorridentes. Compreensão mútua. Acho que foi aí que ficamos.

KADICHARI M.

criado por kadichari    21:59 — Arquivado em: Crônicas, Reflexões

9.3.09

"I have stood here before inside the pouring rain

With the world tunring circles running ’round my brain

I guess I’m always hoping that you’ll end this reign

But it’smy destiny to be the King of Pain…

 

I have stood here before inside the pouring rain

With the world turning circles running ’round my brain

I guess I always thought you could end this reign

But it’s my destiny to be the Queen of Pain…"

 

criado por kadichari    21:57 — Arquivado em: Excertos

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