19.9.08
Felicidade
Se alguém lhe perguntasse, ali, no cume da mais alta montanha que ele fora capaz de galgar, ele diria que estava feliz. Ele diria que não, não havia nada melhor ou mais importante que aquele momento. Ele poderia até descrever-se como "no primeiro instante feliz de sua vida".
É claro que ficaria óbvio em seu olhar o brilho apaixonado que o cegava, que o impelia, que o amarrava e o fazia sentir tão seguro.
É claro que alguém faria um comentário sarcástico sobre como "idiota" e "homem apaixonado" eram sinônimos e sobre como ele errava em mostrar tal fraqueza.
E é claro que ele não ligaria.
E por escolha, ele não desceria da montanha. A neve e o vento e todos os contratempos seriam purificadores e serviriam para fazer o momento durar com mais intensidade.
Ele era intenso. Intensa era sua felicidade momentânea, assim como eterno era seu momento.
Assim como eternos são os meus, os nossos. Porque é eterna a felicidade de momentos eternos.
KADICHARI M.
criado por kadichari
17:00 — Arquivado em: 

Comentário por Felipe — 20.9.08 @ 1:04
Bem poético e conclusivo o final, huh?