26.8.08
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Queria jogar vinagre na sua ferida e rir.
KADICHARI M.
Ele encarou a vitrine com toda a força que podia. Era o único jeito de exprimir seus sentimentos; pelo menos era o jeito mais confortável. A loja abandonada, sem nenhuma moça de nariz empinado para responder sua cara feia. A rua deserta, perto de um parque decadente, sim, ninguém o perturbava. Tinha virado rotina, virar aquela esquina e fazer caretas de raiva; sentia-se mais humano e, de certa forma, interagia com o mundo. Pelo menos com aquele mundo pequeno que ele conhecia. Aquele mundo em que um sorriso no espelho provocava susto, depois frustração, e raiva. Ele tinha raiva, e também eu a tenho; dele.
KADICHARI M.
(Inútil perguntar quem é, mas como encontrou o blog, Felipe?)