22.5.08

latente

nota: Björk! Inspirou e provavelmente melhorará muito a leitura! Bachelorette, e o último verso é de It’s Oh So Quiet.

A tela já não existia. Que música era aquela? Ondas fortes de semi-consciência bombeadas diretamente em seu sangue. Há muito tempo não fazia aquilo, muito, muito tempo.

I’m a fountain of blood… in the shape of a girl….

Se era depressão ou felicidade intensa, liberdade ou metal de grade, ainda líquido e quente, o que corria por suas veias, ela não sabia. Mas estava lá.

Game we’re playing is life… Love’s a two way dream…

E quente eram também as lágrimas involuntárias. Por quê? Talvez a mera intensidade. Talvez a falta dela, em toda a sua vida.

I’m a whisper in water, a secret for you to hear… You’re the one who grows distant when I beckon you near…

O que tinha feito? Como tinha amado? A intensidade não estava presente nela, e machucava ao mostrar-se tão nua. A intensa vergonha de não ter vivido.

I’m a tree that grows hearts, one for each that you take… You’re the intruders hands, I’m the branch that you break…

- Sshh… _ as mãos em seus olhos, a explosão em seu coração - sim, decidiu-se, seu sangue era puro metal, quente e líquido. Queimando intensamente a parede interna de suas veias, levando calor latente a todo seu corpo, fazendo-a derreter-se…

So what’s the use of falling in love?

Então sentiu-se bem.

criado por kadichari    17:30 — Arquivado em: Crônicas

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