31.3.08

angústia… feliz

Angústia. E a "pequena", no canto dela. E eu aqui. Ui. Sono, frustração, confusão. Coisas que passaram e vão passar. Coisas que ficaram ou vão embora. Pessoas. Qual a importância? Putz, eu quero viver! Viver sem laços, sem abraços. Viver feliz, completamente. Livre do corpo, livre da mente. Livre do coração! Aliás, é nele que se formam todos os problemas, não é? Seja quando você sente, ou quando você não sente. Aaai, me livra disso! Me faz desabafar… eu bem tô precisando!

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COVARDIA

O relógio parece ter parado
Os segundos nunca passaram tão lentamente
E agora, só porque tenho ânsias de te falar…
A hora de você chegar nunca chega
Bato impacientemente com o lápis na mesa
Não quero, não posso, não devo esperar mais
Ou vou me acovardar
E eu tenho plena consciência de que se isso acontecer
Será culpa minha
E se isso acontecer, nunca mais te verei
Porque você anseia ouvir tanto quanto eu anseio falar
E o que me impede de te contar?
O medo de me acovardar
Isso me faz tão covarde…
Mas não posso evitar
Só espero agora a hora de você chegar
Pra pedir seu perdão e dizer
Mais uma vez
Que você vai ter que esperar
Enquanto eu covardemente espero
Esse medo de ser covarde se dissipar

 

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Entretanto, espero que as coisas melhorem. Estão melhorando, devagar. As pessoas são difíceis, bah. Quero conversar! Quem me entende? Pff… Já entendi tanta coisa. Mas ouvir por um segundo sem duvidar de mim, dá? É bom que dê… mas pra mim, tanto faz.

KADICHARI M.

criado por kadichari    16:00 — Arquivado em: Poemas, Reflexões

22.3.08

Amiguinhos!

Uma semana sem fazer… nada.

Certo, não nada. Eu fui, sim, ao cinema. Ao curso de inglês. Recebi pessoas aqui em casa, conversei (muito) no msn. Mas… sabe aquela saudade? E eu quero rever o quarteto… e Júlia, nem está aqui… Saudades! Muitas!

Estou feliz, certo. Tenho amigos! Amigos! Amo meus amigos… E a cada dia, parece que tenho mais! A cada dia eles me provam porque merecem o título, a cada dia eu sinto meu coração apertar mais de saudade…

Amigos, quero vocês! Quero vocês num abraço sufocante, cheio de gritos e risos… Aquele, sabe?

Amo vocês… e essa semana de saco cheio… que tenha tido o mesmo efeito em vocês! Que a gente se misse* mutuamente!

Importante, importante… é você ter alguém do seu lado… Já dizia o tio Barney, né? "Amo vocês, vocês me amam, somos uma famíla feliz…"

Somos mesmo!

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AMIGOS

O que bate
O que beija
O que sorri
O que troveja

O que ama
O que odeia
O que chuta
O que tapeia

O que abraça
O que fala
Todos eles
Na minha mala

A mala deles
Dos amigos
Que eu sempre levo
Que eu nunca esqueço

A mala deles
Em mim se cala
Os meus amigos
Na minha mala 
 

KADICHARI M.

 

*misse: do verbo miss, do inglês, que significa sentir falta. Não existe uma palavra em português que resuma "sentir falta/saudades" numa palavra só, então… Mas, se existir, me alertem! Eu trocarei imediatamente.

criado por kadichari    14:49 — Arquivado em: Poemas, miguxos!

19.3.08

Chuva

A chuva tem tantos ângulos!

Por baixo. Vê os pingos caindo, aproximando-se, eventualmente fazendo-lhe fechar um ou outro olho, rindo abobadamente, feliz. Tão bonita, a chuva.

Pela janela. Embaçada por dentro, molhada por fora, vê os pingos somente quando já caíram no chão. Vê a calçada molhada, sente o cheiro da terra, se abraça e suspira enquanto se aquece no seu casaco.

De frente. Vê os pingos que caem à sua frente, sentindo-os na sua cabeça também. Anda com a chuva, respira a chuva. Se sente feliz, se sente triste, apaixonado, doente. Chovido.

A chuva tem tantos ângulos!

Pelos olhos do outro. A pessoa a sua frente diz adeus. Não tem mais o brilho no olhar. Não tem mais aquele sol que costumava aquecer os seus dias. Então ele vê a chuva. A chuva que se abate sobre seu espírito, a chuva que rola por suas bochechas, refletidas nos olhos dela. Dele. De alguém.

A chuva tem tantos ângulos!

Traz a chuva pra mim… que eu preciso de uma nebulosa passageira pra me dizer que o que eu sinto é real. Feliz? Como pode… feliz…

Chuva! Chuva! Chuva!

KADICHARI M.

 

criado por kadichari    17:30 — Arquivado em: Crônicas, Reflexões

11.3.08

poeminha…

AMBICIOSAMENTE VIDA

Que tenha uma vida curta e viva com perfeição
Que marque a vida das pessoas com quem conviva
Com um sorriso, um olhar, uma palavra, um aperto de mão

Que conquiste a amizade de qualquer e todos
Até os mais tímidos e os que se desgraçam
Partindo do princípio de que todos são iguais
Que todos os sejam, que todos o façam

Que viva intensamente todos meus amores
Que sinta arduamente todas minhas dores
Que me mate lentamente o perfume das flores
Que me entorpeça levemente um furacão de ardores

Que seja dessa vida o que for
Que esteja sempre aqui ao seu dispor
Que viva pouco e intensamente
Que tenha você sempre em minha mente

Que tudo o que eu quero se realize
Que tudo que você quer se realize também
Que a ti eu só queira o mais puro bem
Que por nosso corpo o amor deslize

Que o nosso precioso vaso nunca se quebre
Que nossa verde planta nunca pare de crescer
Que nossos maduros frutos venham a florescer
Que nossa vida seja o que tem que ser

Que viva arduamente todos meus amores
Que sinta intensamente todas minhas dores
Que me entorpeça levemente o perfume das flores
Que me mate lentamente um furacão de ardores

 

KADICHARI M.

criado por kadichari    20:22 — Arquivado em: Poemas

8.3.08

Vincent

Começo citando Tim Burton e seu adorável Vincent Malloy. Já viram? É genial.

"Vincent Malloy is seven years old / He’s always polite and does what he’s told / For a boy at his age, he’s considerate and nice / But he wants to be just like Vincent Price"

Vincent Malloy é o menino mais doce e obediente da região, ele é respeitador, bem-educado, ele é tudo o que pode haver de bom numa criança. Mas o que ele queria ser, o que ele é, em sua cabecinha, é Vincent Price, o menino que joga sua tia em cera quente para seu museu, que faz experiências com seu cachorro e o faz virar um zumbi, que vive com morcegos e aranhas.

É pensando em Vincent Malloy/Price que eu começo a analisar minha própria cabeça. Porque eu sou aquela que viaja na maionese, que fica se imaginando em histórias e situações contínuas, no futuro, no passado, num universo paralelo (claro, nada tão mórbido como a imaginação dele, né? Aliás, tiaaaas, amo vocês!)

Para Vincent, um menino de sete anos de idade, isso pode não ser sauável, mas e pra mim?

Espero que seja… Porque eu sou fã do Vincent, do Tim e do Johnny (e eles fazem parte dos meus devaneios!) e espero que eles me influenciem sempre…

KADICHARI M.

p.s.: link pra quem se interessar >>> http://www.youtube.com/watch?v=Eb8zw63G9KY <<<

criado por kadichari    15:44 — Arquivado em: Críticas, Excertos, Reflexões, miguxos!

6.3.08

guts

http://asetimaetodas.blogspot.com/2007/05/guts-por-chuck-palahniuk.html

Do criador de Tyler Durden (Clube da Luta). Texto que me impressionou muito e que eu tinha que trazer à tona. Porém, muito impressionante para ser postado diretamente aqui. Aviso aos desavisados: se você não tem estômago forte, não leia. De verdade.

criado por kadichari    20:04 — Arquivado em: Críticas, Excertos

4.3.08

Clichês

Dói-me que Shakespeare tenha virado um clichê, porque não há frase mais estupidamente inteligente que a famosa "ser ou não ser, eis a questão".

Queria eu ter a oportunidade de ser original, sem precisar citar outros, mas… ainda não estou nesse nível.

Por enquanto, valho-me de Shakespeare. Não direi quem eu sou, mas quem eu escolhir ser, ou não.

Porque a vida é feita de escolhas (putz, outro clichê), e, conseqüentemente, elas nos fazem também.

Escolhi ser a pessoa amiga e pacífica, calma e relativamente passiva que sou, porque acho que isso me traz amigos. Escolhi me tornar sociável, quando vi que era impossível não interagir com ninguém.

Escolhi meus amigos a dedo, e eles são parte de mim também. Escolhi fingir ser idiota nas horas certas, saber mostrar minha inteligência nas horas certas, e, muitas vezes, escolhi a hora errada e o jeito errado de fazer as coisas.

Escolhi ser boa aluna, escolhi fazer amizade com os professores, escolhi voltar a falar com pessoas que me magoaram muito.

Escolhi continuar em contato com pessoas de quem me afastei durante o ano, escolhi tentar ter importância na vida de alguém.

Escolhi deixar que pessoas fossem importantes pra mim.

Escolhi me aproveitar das circunstâncias e superar o medo das mudanças, escolhi não sofrer por isso.

E posso dizer que hoje, sou quem eu sou por tudo que escolhi. E quem eu sou?

Eu sou a namorada mais apaixonada de todas; a amiga mais dedicada de todas ( a que dá uns toques nada sutis quando os amigos incomodam, também); a filha que mais ama os pais em todo o mundo; a pessoa mais agradecida por todas as coisas boas ou ruins que me aconteceram.

Sou a pessoa que gosta de dizer que aprendeu; e que gosta de dizer que ainda quer aprender. Com tudo e todos.

Sou a pessoa que diz "eu te amo" com todas as forças, todos os dias, ao me olhar no espelho.

Eu escolhi ser… e o resto, veio junto.

KADICHARI M.

p.s.: textim antigoooo… só tirei do armário pq acho ele mt fofo… momentos de inspiração do orkut!

criado por kadichari    19:26 — Arquivado em: Crônicas, Reflexões

2.3.08

Sem meias

Fora de qualquer coisa, calor, sol e cheiro. Aracaju como eu nunca vi. Calor. Choveu. Abafou.

Fora de qualquer coisa, calor, sol e cheiro. Dentro de casa, na frente do pc, fora dos círculos. Eu quero.

Fora de qualquer coisa, calor, sol e cheiro. Cheiro de vento, sal. Vento não há, sal de montão, embaixo dos túneis, claustrofobia.

Fora de qualquer coisa, calor, sol e cheiro. O sol. O sol. Eita Sol. Grande sol. Amarelo, branco, não dá pra descobrir. Não dá pra olhar pra ele por muito tempo. A força das explosões nucleares.

Sem meias palavras.

KADICHARI M.

criado por kadichari    17:22 — Arquivado em: Crônicas

1.3.08

Um brinde…

"Será que ela o reconheceria?
Jay só tinha visto Rachel duas vezes em toda sua vida. Oficialmente, aliás, havia sido só uma. Ele sempre se perguntava o que Robert faria se soubesse que ele tinha sido um dos “caras” de Rachel, durante sua adolescência rebelde.
Tinha uma grande admiração por Robert. Tinha sido seu estagiário por algum tempo, até ser indicado por ele para uma missão diplomática em Washington. Por lá ficou, vindo sempre para encontrar seu “padrinho”. Numa dessas vindas, ele se lembrava muito bem, tinha entrado num bar para beber um Martini. Ela já estava lá. Bebia vodca. Não parecia ter vinte e um anos, mas ele conhecia o dono do bar e sabia que ele respeitava as leis. Então se aproximou e elogiou-a.
Ele ainda lembrava de cada traço do rosto dela. E do corpo também. Como Robert reagiria se soubesse que Jay ainda tinha sonhos eróticos sobre sua noiva?
E eles estavam grávidos…
Não fora uma boa surpresa quando descobriu que ela tinha apenas dezessete anos àquela ocasião. Ele tinha cometido um crime! Mas os olhos e as mãos dela diziam que ela também queria aquilo… Ele se sentiu mais jovem durante muito tempo.
Até, claro, ser oficialmente apresentado a ela por Robert, no aniversário de vinte e três anos da garota. O mesmo rosto, o mesmo corpo. Um ar diferente, porém… Parecia mais madura. E, claro, não precisava mais chantagear donos de bar para comprar bebidas alcoólicas.
Ela agiu como se não o reconhecesse. Só veio a falar alguma coisa durante um breve momento em que Robert os deixara sozinhos.
- Então… Como tem andado sua vida? Nunca me ligou _ ela murmurou, com um sorriso travesso nos lábios.
- Não queria problemas. Achei que você tivesse dito que era sem compromissos. Não esperava te magoar, você… parecia um tanto…
- Promíscua? _ ela perguntou, parecendo se divertir mais ainda. Balançou a cabeça e esvaziou sua taça com um gole _ Não me magoou, Jay. Eu não era o tipo de garota que tinha dificuldade em levar rapazes para a cama, e você deve saber que eu o substituí mais que rápido. Na verdade, quando a gente dormiu junto, se não me engano, eu estava namorando dois caras.
Ele engasgou no uísque, e ela riu.
- O filho do jardineiro e, para que meu pai não desconfiasse, um filho de um político aí. Mas, não se preocupe, o último era um namoro bastante inocente _ ele lembrava de ter encarado-a por algum tempo.
- E o Robert é sério? _ perguntou, depois de muito tempo. Ela sorriu, mordendo o canto do lábio inferior. Tão sexy…
- Sim, muito sério. Você também deveria saber que minha fase rebelde só durou até os dezoito anos. Eu achei outras maneiras de canalizar minha energia. Aliás, seria bom se você continuasse não comentando nada sobre nós para o Robert, eu não acho que ele ficaria feliz _ ela disse. Jay encarou-a por algum tempo, e ela sorriu _ O quê?
- Nada. É só que… você continua do mesmo jeito que eu me lembro _ ele disse, com uma expressão sonhadora. Sabia que Robert a estava namorando por algum tempo. Deveria ser sério. Ele mesmo tinha passado por sua fase de peripécias.
E assim se passou. Até aquele dia em que ele teria que voltar a vê-la. A conviver com ela. Aquele pedaço de volúpia andando por aí em calças apertadas. Bem, talvez não fosse mais um pedaço de volúpia, já que estava grávida…
A abrupta abertura da porta desviou o rumo de seus pensamentos.
Volúpia, volúpia, volúpia."

 

A Rachel, Robert e a quase saudosa inspiração.

KADICHARI M.

criado por kadichari    16:24 — Arquivado em: Excertos

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